quinta-feira, 23 de maio de 2013
René Gruau
quarta-feira, 19 de maio de 2010
TUDO PODE DAR CERTO
Hoje, às sete horas e quarenta minutos da noite, decidi assistir Tudo pode dar certo, de Woody Allen. Como estava em cima da hora, peguei a bolsa e saí apressada para o cinema, mas a tempo de chegar antes do filme começar.segunda-feira, 17 de maio de 2010
A semana passada apesar de movimentada, foi tranquila. Na segunda-feira, dia 10, aniversário de dois anos do Blog da Eliane. Foi emocionante ver tantos amigos reunidos em volta dela para comemorar a data. Festa Linda e calorosa!quinta-feira, 29 de abril de 2010
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Tem um rio e um pouco de árvores
Nossa casa foi feita de costas para o rio
Formigas recortam roseiras da avó
No fundo do quintal há um menino
E suas latas maravilhosas
Seu olho enxerga o azul
Todas as coisas deste quintal já são comprometidas com aves
Aqui, quando o horizonte enrubesce um pouco
Os besouros pensam que estão em um incêndio
Quando um rio está começando
Um peixe me coisa
Ele me rã
Ele me árvore
De tarde um velho tocará a sua flauta para inverter os acasos."
( Manoel de Barros)
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Últimas palavras de Zilda Arns
"A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum".Fonte: http://www.pastoraldacrianca.org.br/
Haiti
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Dalva e Herivelto
Último capitulo de “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”. Desta vez a Globo acertou em cheio. Que amor era esse que lavava a roupa suja através de músicas e matérias em jornais? Como diz a autora, Maria Adelaide Amaral, é uma história de amor com muitos ingredientes: paixão, traição, ciúme, agressão e momentos de alta dramaticidade. Outros tempos!
Fotos do arquivo de imagens do google
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Dia de Reis
Hoje, 6 de janeiro, é dia de Reis. "Diz a tradição que foi nesse dia que os Reis Magos viram a Estrela de Belém no céu e foram ao encontro de Jesus que havia nascido há pouco. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os Magos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Vimos sua estrela e viemos adorá-lo".A designação "Mago" era dada, entre os orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os presentes ofertados ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, isto é, prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.
Segundo a tradição, um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época."
Fonte: www.universia.com.br
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Ano Novo
Hoje é segunda-feira e na novela Viver a Vida ainda é noite de reveillon, portanto não sou a única atrasada nesta história. Como não fiquei milionária na megasena da virada, não restou outra alternativa senão pegar a estrada de volta ao Rio e encarar mais uma semana de trabalho. Quanto aos meus planos de ex-futura-milionária comunico que por ora foram adiados.Neste final de ano também não fiz a minha lista de resoluções para 2010. Até pensei em fazê-la, mas não consegui me concentrar depois das tristes notícias assistidas pela televisão. Faltou inspiração. Fico, então, com a Receita de Ano Novo de Carlos Drummond de Andrade, nosso consagrado poeta.
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Almoço na Brasserie Rosário
Hoje almocei na Brasserie Rosário, no centro da cidade do Rio de Janeiro, a convite do mui simpático amigo Fernando, que mora em Uberlândia, no Estado de Minas Gerais. Já tinha passado por lá muitas vezes para comprar pão no balcão para levar para casa, mas ainda não havia entrado para fazer uma refeição. Ele deixou ao meu encargo a escolha do lugar, exigindo apenas que o serviço fosse à la carte e tivesse ar condicionado. Lembrei da brasserie e o levei para dar uma olhada no lugar. O serviço era à la carte, mas contrariando o seu pedido não havia ar condicionado. Olhamos da porta e resolvemos entrar assim mesmo. Num ato falho, apresentei o lugar como Brasserie Lipp, que fica em Paris, a centenas de milhas daqui, como diz Djavan na canção A Ilha. Fiquei um pouco sem graça quando me dei conta da minha troca. Fazer o quê? Sabe lá Deus porque eu estava com Paris na cabeça, o que, aliás, e convenhamos, não é uma má idéia!A conversa fluiu com naturalidade, temperada com elegância sincera e leveza, que eu tanto prezo. Pena que o tempo passou muito rápido deixando no ar a sensação de que ainda tinhamos muito assunto pela frente. No retorno ao trabalho, levei comigo desse encontro a feliz constatação de que a vida realmente tem comigo uma generosa relação de delicadeza e adora me presentear quando eu estou distraída e menos espero.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Um dia depois do Natal
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
A leitura é um vício impune
Cheguei ao final da leitura de Clarice na Cabeceira. Para quem gosta de contos e ainda mais de Clarice, é imperdível. Leitura para um fôlego só!.
Hoje, ganhei mais um livro de presente do amigo oculto do meu trabalho. Neste ano coloquei na minha lista de pedidos A Elegância do Ouriço, da francesa Muriel Barbery. Embora eu não tenha conversado com ninguém que já o tivesse lido, resolvi arriscar. A escolha ficou por conta das críticas e comentários super favoráveis que li em jornais e aqui na internet.
Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.
E ainda há Paloma, a caçula da família Josse. O pai é um figurão da política, a mãe dondoca tem doutorado em letras, a irmã mais velha jura que é filósofa, mas Paloma conhece bem demais o verso e o reverso da vida familiar para engolir a história oficial. Tanto que se impõe um desafio terrível: ou descobre algum sentido para a vida, ou comete suicídio (seguido de incêndio) no seu aniversário de treze anos. Enquanto a data não chega, mantém duas séries de anotações pessoais e filosóficas: os Pensamentos profundos e o Diário do movimento do mundo, crônicas de suas experiências íntimas e também da vida no prédio. As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Sapatinho de Cristal, Inverno e Clarice na Cabeceira
Hoje, ao chegar em casa, encontrei mais dois presentes na portaria do meu prédio. Um pelo meu aniversário no dia 10 deste mês, e o outro pelo natal que ainda está por vir. Neste ano, o meu aniversário foi recheado de surpresas maravilhosas, que me deixaram muito feliz. Telefonemas, presentes, abraços, beijos, brindes com caipivodkas e toda sorte de demonstração de afeto e consideração por parte dos amigos.Há dois dias atrás recebi de Maceió, via sedex, "INVERNO e Outros Poemas", o primeiro livro, dentre outros, do querido amigo Ricardo Leal, acompanhado de uma linda e carinhosa dedicatória.
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A seleção afetiva realizada por esses escritores, atrizes, cineastas, cantoras, jornalistas e críticos literários reúne textos de cada um dos livros de contos de Clarice: Laços de família (1960), A legião estrangeira (1964), Felicidade clandestina (1971), A via crucis do corpo (1974), Onde estivestes de noite (1974) e A bela e a fera (1979). Junto a cada um desses 22 contos que compõem Clarice na cabeceira, cada um dos leitores convidados compartilha a experiência de ter Clarice Lispector em suas vidas, seja por ter convivido com ela em algum momento, seja apenas por meio de seus livros. Em ambos os casos, a presença da escritora se faz marcante.
Luis Fernando Verissimo presenteia os leitores com recordações da amizade com Clarice. Iniciada primeiro através dos pais, Erico e Mafalda, na década de 50, quando todos viviam nos Estados Unidos, e continuada na década seguinte com a convivência de vizinhos no bairro do Leme, no Rio de Janeiro. A primeira impressão de Verissimo foi igual a de todo mundo: fascinação. Não só pela beleza eslava, pelos olhos meio asiáticos ou pelo erre carregado que dava a sua fala um mistério especial, mas também pelo humor e “aquele jeito de garotona ainda desacostumada com o tamanho do próprio corpo” .
Enquanto alguns descrevem o deslumbramento diante do poder de Clarice de criar textos ricos de significados a partir de passagens aparentemente comuns do cotidiano, outros preferem calar-se, como fez Fernanda Torres: “Tenho até vergonha de escrever. Qualquer comentário me parece obsoleto.” Há quem se veja diante de um mistério insolúvel ao lançar um olhar mais demorado sobre determinado texto, como faz Claire Williams, especialista em literatura luso-brasileira da Universidade de Oxford, com “O ovo e a galinha”: “É um conto em que se descobre algo novo em cada leitor, e em que se perde. Nunca o entendo, mas não é propriamente para entender.”
Clarice na cabeceira revela os contos favoritos da autora de A hora da estrela e outros clássicos de acordo com as preferências de 22 formadores de opinião, e deixa no ar, implicitamente, a mesma pergunta para cada leitor: qual o seu texto de cabeceira de Clarice Lispector?
domingo, 13 de dezembro de 2009
Fim de semana em Búzios

Fiquei hospedada numa pousada super simpática na Praia de João Fernandes, situada na ponta nordeste da Península de Búzios, a 2 km do centro. À tarde relaxei na piscina e no começo da noite fui passear na Rua das Pedras. Comi crepe no Chez Michou, tomei sorvete, comprei um novo óculos escuros e um par de havainas dourada. Parei para conversar com amigos que encontrei por acaso, caminhei na Orla Bardot.
De volta à pousada, antes de dormir, sentei na varanda do meu quarto e abri um Prosecco para curtir a paisagem noturna. Um momento único de paz e merecimento. .
Hoje, após o café da manhã, dei um mergulho na praia para lavar a alma e aproveitar as benesses vindas do mar.
Enfim, chegada a hora de arrumar a mala e partir, mas não sem antes almoçar cara a cara com a paisagem da Praia do Canto.
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"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim"
Sophia de Mello Breyner Andresen
domingo, 29 de novembro de 2009
Entre a "dor" e o "nada", o que você prefere?

Pelas queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.
Quando você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?
Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão...
E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço...
Prefiro o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da dúvida...
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar!
Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente.
Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...
Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”.
E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...
Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar...
Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo...
Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração...
Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez... e não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
MARIO QUINTANA – CARTA A UM POETA
Meu caro poeta,Por um lado foi bom que me tivesses pedido resposta urgente, senão eu jamais escreveria sobre o assunto desta, pois não possuo o dom discursivo e expositivo, vindo daí a dificuldade que sempre tive de escrever em prosa. A prosa não tem margens, nunca se sabe quando, como e onde parar. O poema, não; descreve uma parábola traçada pelo próprio impulso (ritmo); é que nem um grito. Todo poema é, para mim, uma interjeição ampliada; algo de instintivo, carregado de emoção. Com isso não quero dizer que o poema seja uma descarga emotiva, como o fariam os românticos. Deve, sim, trazer uma carga emocional, uma espécie de radioatividade, cuja duração só o tempo dirá. Por isso há versos de Camões que nos abalam tanto até hoje e há versos de hoje que os pósteros lerão com aquela cara com que lemos os de Filinto Elísio. Aliás, a posteridade é muito comprida: me dá sono. Escrever com o olho na posteridade é tão absurdo como escreveres para os súditos de Ramsés II, ou para o próprio Ramsés, se fores palaciano. Quanto a escrever para os contemporâneos, está muito bem, mas como é que vais saber quem são os teus contemporâneos? A única contemporaneidade que existe é a da contingência política e social, porque estamos mergulhados nela, mas isto compete melhor aos discursivos e expositivos, aos oradores e catedráticos. Que sobra então para a poesia? – perguntarás. E eu te respondo que sobras tu. Achas pouco? Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu, que transcende os teus limites pessoais, mergulhando no humano. O Profeta diz a todos: “eu vos trago a verdade”, enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: “eu te trago a minha verdade.” E o poeta, quanto mais individual, mais universal, pois cada homem, qualquer que seja o condicionamento do meio e e da época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos!

domingo, 22 de novembro de 2009
Feriado na Serra
Passei um feriado tranquilo na serra, apesar do calor. A temperatura já não é mais a mesma de tempos atrás, o que é uma pena. Hoje, diferentemente de épocas passadas, faz calor durante o dia e não refresca tanto durante a noite. Dorme-se apenas com um lençol alternando entre cobrir-se e descobrir-se durante a madrugada, mas ainda assim a temperatura serrana é um pouco mais amena do que na cidade do Rio de Janeiro.
No sábado apareceu no portão da casa uma viralata visivelmente faminta e necessitada de cuidados. Demos a ela comida e água, e no domingo de manhã fui pessoalmente levar ração para a coitada. A bichinha me olhou com olhos fundos e carentes. Ficou resolvido que enquanto permanecer ali, lhe será oferecido água e comida, até que alguém se apiede dela e resolva levá-la para casa.
À noite, de volta ao Rio e no conforto do meu quarto, lembrei do jeito que a viralata olhou para mim. E pensar que muitas vezes evitamos olhar nos olhos de um menino de rua por não termos coragem de encarar a triste realidade do abandono. Talvez porque ao nos defrontrarmos com um olhar vazio e pedinte, seja quase inevitável não nos defrontamos com as nossas próprias carências e misérias interiores.Torço para que a cadelinha abandonada não arrede pé do portão da casa até o fim da semana que vem, porque com certeza se permanecer por lá, acabará sendo convidada para entrar. E assim ela vai ficando, ficando, ficando...
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
A ARTE DO PAPEL DOBRADO
Simon Schubert, artista alemão, dobra e vinca papel para criar incríveis trabalhos de arte. Clique aqui e confira.
Fonte: site Inusitatus










