quinta-feira, 23 de maio de 2013

René Gruau






Sou muito fã da simplicidade e da elegância do traço de René Gruau.

Nascido na Itália, filho de mãe de nacionalidade francesa e pai italiano, o ilustrador nasceu em 1904, vindo a falecer no ano de 2004.

Após a separação dos pais, muda-se com a mãe para Paris. Aos 15 anos abandona a ideia de ser arquiteto e publica seu primeiro trabalho como ilustrador de moda. Seus primeiros desenhos foram publicados na Itália, Alemanha e Inglaterra.

De 1935 a 1939 fez trabalhos para as revistas Femina, Marie Claire, L'Officiel,  L'Album du Figaro e outras.

Amigo de Christian Dior, a ele foi confiado o desenho do anúncio do perfume Miss Dior e do famoso vestido Bar que deu origem ao New Look.

Em 1948, parte para os Estados Unidos para trabalhar para a VOGUE e Harper’s BAZAAR, antes de se tornar artista exclusivo da DOM.

Em 1949, dedica seu tempo à publicidade.

De 1950 até 2004, ano do seu falecimento, trabalhou para os maiores nomes da Alta Costura: Balmain, Fath, Balenciaga, Givenchy, ROCHAS, continuando a produzir desenhos de moda para ELLE, VOGUE, FRANÇA, Madame Figaro e L'Officiel de La Couture.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

TUDO PODE DAR CERTO

Hoje, às sete horas e quarenta minutos da noite, decidi assistir Tudo pode dar certo, de Woody Allen. Como estava em cima da hora, peguei a bolsa e saí apressada para o cinema, mas a tempo de chegar antes do filme começar.

O meu estado de espírito não estava dos melhores por conta de uma contrariedade que me deixou completamente desapontada. Logo no início da sessão, ao me deparar diante da tela com um velho desagradável e amargo, que gostava de insultar as pessoas, achei que não estava num bom dia para assistir esse tipo de filme, e por duas ou três vezes fiquei tentada a me retirar do cinema.

Por outro lado, eu sabia de antemão que estava diante do genial woody Allen, e o problema não era o velho grosseiro e mal humorado da tela, a questão era tão somente o meu desconforto. Por isso, forcei uma barra e fui ficando. No final, saí do cinema convicta de que fiz a escolha certa.

Boris, o personagem principal, é um rabugento irrecuperável. Mas a grande sacada do filme fica por conta dele próprio se render à constatação de que, seja lá como for, qualquer forma de amor que conseguir dar e receber... qualquer felicidade que proporcionar... até mesmo a graça temporária... tudo está valendo!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A semana passada apesar de movimentada, foi tranquila. Na segunda-feira, dia 10, aniversário de dois anos do Blog da Eliane. Foi emocionante ver tantos amigos reunidos em volta dela para comemorar a data. Festa Linda e calorosa!

Na terça-feira, saí do trabalho e fui para a academia de ginástica. Há dois meses decidi correr atrás do prejuízo. Reparei que as academias de ginástica, hoje, são muito frequentadas por pessoas mais velhas, que estão buscando qualidade de vida. Ainda não é bem isso que estou buscando, embora devesse. Estou apenas buscando perder uns quilinhos, mas prefiro pular essa parte.

Na quarta, já que a aula de spinning do dia anterior me deixou com a sensação de dever cumprido, no final da tarde fui conversar e tomar uma caipiríssima com a minha irmã, que estava bastante chateada porque teve o carro rebocado em Niterói. Ter o carro rebocado já é muito chato, rebocado, então, em Niterói, só mesmo fazendo o harakiri. Para compensá-la pela chateação e na tentativa de vê-la voltar para casa um pouco mais alegre, a presenteei com um livro de poesias do Manoel de Barros.

Na quinta-feira, saí do trabalho, passei em casa rapidamente e fui para a academia. Fiz 45 minutos de uma aula chamada running. Doía tudo, o pé, a perna, o corpo, e eu alí contando os segundos e me perguntando porque eu me metia nessas coisas difíceis. Encerrada a maratona, lá estava eu inteira, ótima e renovada, pronta para mais uma série de musculação.

Na sexta-feira, final da tarde e véspera do fim de semana, voltei tarde do centro da cidade e passei na Livraria Argumento para tomar um café. Quem disse que priorizei a ginástica? Fiquei por lá relaxando, completamente seduzida pelos novos livros que ainda não conhecia.

No sábado de manhã encontrei a Yoná Magalhães na academia fazendo musculação. Adoro a Yoná com o seu jeito sempre discreto e educado de ser. Admiro-a também pela atriz maravilhosa que é.

No Domingo, fui da Gávea ao posto seis caminhanhando pela orla. Na volta parei no Chico e Alaide para tomar um choppinho r-e-f-r-e-s-c-a-n-t-e, e repor as calórias perdidas, porque não sou de ferro.

Para esta semana o projeto está traçado, além do trabalho e da ginástica, pretendo assistir o novo filme do Woody Allen, Tudo pode dar certo.

Fico por aqui, otimista e feliz, acreditando que no final sempre dá certo. E como diz Manoel de Barros do alto da sua singeleza:

Tenho o privilégio de não saber quase tudo.
E isso explica
o resto.

Bjs

quinta-feira, 29 de abril de 2010

"Abençoada seja esta morada por sol e chuva, labor e repouso, brisas benfazejas, luares serenos, visitas queridas, mentes abertas. Consagrado seja este espaço a um modo de vida que nos faça inteiros."


Ontem encontrei com a minha amiga Alice na volta do trabalho para casa. Dentre outros assuntos, ela comentou que eu nunca mais havia postado no Velejando, e ponderou que eu tinha tantos bons seguidores, e que havia criado um clima tão amigável e simpático, que era uma pena não manter a assiduidade das postagens.

Prezadíssimos amigos, ao chegar em casa fui conferir a data da última postagem. Confesso que não imaginei que eu havia deixado passar tanto tempo. Aproveitei também para ler os comentários deixados por vocês, que no fundo, no fundo, é a parte que mais me alegra e dá prazer.

Com toda a sinceridade do meu coração, a única razão para a minha ausência durante todo este tempo, foi somente o cuidado e a delicadeza que tive comigo de não fazer deste espaço mais uma das muitas obrigações burocráticas da minha vida. Foi isso, simplesmente isso!

Voltemos sempre e façamos desta a nossa casa.

Beijos e obrigada pela presença.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"O meu mundo é pequeno, senhor
Tem um rio e um pouco de árvores
Nossa casa foi feita de costas para o rio
Formigas recortam roseiras da avó
No fundo do quintal há um menino
E suas latas maravilhosas
Seu olho enxerga o azul
Todas as coisas deste quintal já são comprometidas com aves
Aqui, quando o horizonte enrubesce um pouco
Os besouros pensam que estão em um incêndio
Quando um rio está começando
Um peixe me coisa
Ele me rã
Ele me árvore
De tarde um velho tocará a sua flauta para inverter os acasos."

( Manoel de Barros)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Últimas palavras de Zilda Arns

"A construção da paz começa no coração das pessoas e tem seu fundamento no amor, que tem suas raízes na gestação e na primeira infância, e se transforma em fraternidade e responsabilidade social. A paz é uma conquista coletiva. Tem lugar quando encorajamos as pessoas, quando promovemos os valores culturais e éticos, as atitudes e práticas da busca do bem comum".

Zilda Arns no discurso a uma plateia de 150 pessoas na Assembléia da Conferência dos Religiosos, realizada em Porto Príncipe, momentos antes do terremoto que desvastou o Haiti.


Fonte: http://www.pastoraldacrianca.org.br/

Haiti

Não tenho palavras diante de tamanha tragédia e devastação. Resta ao mundo unir todas as suas forças para socorrer o Haiti.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns

Não conheci Zilda Arns, mas sinto como se conhecesse, ela sempre fez parte da minha vida como exemplo de solidariedade e espírito humanitário.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Dalva e Herivelto

Último capitulo de “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”. Desta vez a Globo acertou em cheio. Que amor era esse que lavava a roupa suja através de músicas e matérias em jornais? Como diz a autora, Maria Adelaide Amaral, é uma história de amor com muitos ingredientes: paixão, traição, ciúme, agressão e momentos de alta dramaticidade. Outros tempos! Fotos do arquivo de imagens do google

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia de Reis

Hoje, 6 de janeiro, é dia de Reis. "Diz a tradição que foi nesse dia que os Reis Magos viram a Estrela de Belém no céu e foram ao encontro de Jesus que havia nascido há pouco. Segundo a Bíblia, tendo Jesus nascido em Belém, no tempo do Rei Herodes, os Magos do Oriente chegaram a Jerusalém perguntando: "Onde está o Rei dos Judeus, recém-nascido? Vimos sua estrela e viemos adorá-lo".

A designação "Mago" era dada, entre os orientais, à classe dos sábios ou eruditos. Ignora-se a proveniência dos Reis Magos, mas supõe-se que fossem da Arábia, tendo em conta os presentes ofertados ao Menino Jesus: ouro, incenso e mirra, isto é, prendas que simbolizavam a realeza, a divindade e a imortalidade do novo Rei.

Segundo a tradição, um era negro (africano), o outro branco (europeu) e o terceiro moreno (assírio ou persa) e representavam toda a humanidade conhecida daquela época."

Fonte: www.universia.com.br

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Ano Novo

Hoje é segunda-feira e na novela Viver a Vida ainda é noite de reveillon, portanto não sou a única atrasada nesta história. Como não fiquei milionária na megasena da virada, não restou outra alternativa senão pegar a estrada de volta ao Rio e encarar mais uma semana de trabalho. Quanto aos meus planos de ex-futura-milionária comunico que por ora foram adiados.

Neste final de ano também não fiz a minha lista de resoluções para 2010. Até pensei em fazê-la, mas não consegui me concentrar depois das tristes notícias assistidas pela televisão. Faltou inspiração. Fico, então, com a Receita de Ano Novo de Carlos Drummond de Andrade, nosso consagrado poeta.

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

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Esta poesia é parte da correspondência de Drummond a Lázaro Barreto. Texto extraído do "Jornal do Brasil", Dezembro/1997.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Almoço na Brasserie Rosário

Hoje almocei na Brasserie Rosário, no centro da cidade do Rio de Janeiro, a convite do mui simpático amigo Fernando, que mora em Uberlândia, no Estado de Minas Gerais. Já tinha passado por lá muitas vezes para comprar pão no balcão para levar para casa, mas ainda não havia entrado para fazer uma refeição. Ele deixou ao meu encargo a escolha do lugar, exigindo apenas que o serviço fosse à la carte e tivesse ar condicionado. Lembrei da brasserie e o levei para dar uma olhada no lugar. O serviço era à la carte, mas contrariando o seu pedido não havia ar condicionado. Olhamos da porta e resolvemos entrar assim mesmo. Num ato falho, apresentei o lugar como Brasserie Lipp, que fica em Paris, a centenas de milhas daqui, como diz Djavan na canção A Ilha. Fiquei um pouco sem graça quando me dei conta da minha troca. Fazer o quê? Sabe lá Deus porque eu estava com Paris na cabeça, o que, aliás, e convenhamos, não é uma má idéia!

A conversa fluiu com naturalidade, temperada com elegância sincera e leveza, que eu tanto prezo. Pena que o tempo passou muito rápido deixando no ar a sensação de que ainda tinhamos muito assunto pela frente. No retorno ao trabalho, levei comigo desse encontro a feliz constatação de que a vida realmente tem comigo uma generosa relação de delicadeza e adora me presentear quando eu estou distraída e menos espero.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Um dia depois do Natal

Passada a festa natalina, abro o jornal para ler as notícias. Torço para que a justiça brasileira tenha acertado em relação ao pequeno Sean e que a sua vida volte à normalidade ao lado do pai. As opiniões se dividem, mas confesso que me causaram calafrios certos comentários que acompanhei em sites que noticiaram o caso. O que mais se lê em algumas opiniões é uma total inversão de valores, que infelizmente virou lugar-comum, mas que faz parte da complexidade humana. A verdade é que Sean tem um pai, que queria e tinha direito à guarda do filho, e que é sabido, foi separado do mesmo por uma decisão unilateral da mãe, que o trouxe de férias dos Estados Unidos para o Brasil comunicando por telefone que ambos não voltariam mais. Muito se disse aqui sobre David Goldman, acusado de aproveitador e de ser sustentado pela mãe de Sean enquanto casado com ela. À mim, nenhuma dessas acusações em relação a Goldman no decorrer do processo me causam espanto, haja vista que já testemunhei algumas tentativas de difamações praticadas por advogados para defenderem seus "protegidos". Honestamente, as lágrimas da avó materna também não me emocionaram. Seja como for, a justiça foi feita. Desejo do fundo do meu coração que Sean seja muito feliz!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A leitura é um vício impune

Cheguei ao final da leitura de Clarice na Cabeceira. Para quem gosta de contos e ainda mais de Clarice, é imperdível. Leitura para um fôlego só!
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Hoje, ganhei mais um livro de presente do amigo oculto do meu trabalho. Neste ano coloquei na minha lista de pedidos A Elegância do Ouriço, da francesa Muriel Barbery. Embora eu não tenha conversado com ninguém que já o tivesse lido, resolvi arriscar. A escolha ficou por conta das críticas e comentários super favoráveis que li em jornais e aqui na internet.

Eis a sinopse:

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou — por que não? — duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.

Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.

E ainda há Paloma, a caçula da família Josse. O pai é um figurão da política, a mãe dondoca tem doutorado em letras, a irmã mais velha jura que é filósofa, mas Paloma conhece bem demais o verso e o reverso da vida familiar para engolir a história oficial. Tanto que se impõe um desafio terrível: ou descobre algum sentido para a vida, ou comete suicídio (seguido de incêndio) no seu aniversário de treze anos. Enquanto a data não chega, mantém duas séries de anotações pessoais e filosóficas: os Pensamentos profundos e o Diário do movimento do mundo, crônicas de suas experiências íntimas e também da vida no prédio. As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.
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A propósito: a frase que dá título a este post é de Valery Larbaud, retirada do livro Duailibi Essencial - Minidicionário com mais de 4500 frases essencias.

Fonte da sinopse: www.travessa.com.br

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Sapatinho de Cristal, Inverno e Clarice na Cabeceira

Hoje, ao chegar em casa, encontrei mais dois presentes na portaria do meu prédio. Um pelo meu aniversário no dia 10 deste mês, e o outro pelo natal que ainda está por vir. Neste ano, o meu aniversário foi recheado de surpresas maravilhosas, que me deixaram muito feliz. Telefonemas, presentes, abraços, beijos, brindes com caipivodkas e toda sorte de demonstração de afeto e consideração por parte dos amigos.

Há dois dias atrás recebi de Maceió, via sedex, "INVERNO e Outros Poemas", o primeiro livro, dentre outros, do querido amigo Ricardo Leal, acompanhado de uma linda e carinhosa dedicatória.
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Simplesmente estou amando tudo isso e muito agradecida. Já tinha até me esquecido como faz bem ao coração ser mimada por pessoas tão queridas.
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A todos, a minha sincera gratidão pelo carinho e pelo bem que fazem na minha vida!
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Aproveitando o post, deixo aqui como sugestão de um ótimo presente de natal, o livro "Clarice na Cabeceira", uma coletânea novinha em folha de contos da escritora, lançada pela Editora Rocco neste mês de dezembro.
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Sinopse
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Clarice na cabeceira, organizado pela doutora em Letras Teresa Montero, é uma bem escolhida amostra de instantes de beleza retirados das obras de Clarice Lispector e apontados por 22 integrantes da legião de fãs da escritora. E não se trata de quaisquer fãs. Luis Fernando Verissimo, Fernanda Torres, Affonso Romano de Sant’Anna, Rubem Fonseca, José Castello, Maria Bethânia e Luiz Fernando Carvalho são algumas das personalidades que compõem o time estelar de colaboradores do livro.

A seleção afetiva realizada por esses escritores, atrizes, cineastas, cantoras, jornalistas e críticos literários reúne textos de cada um dos livros de contos de Clarice: Laços de família (1960), A legião estrangeira (1964), Felicidade clandestina (1971), A via crucis do corpo (1974), Onde estivestes de noite (1974) e A bela e a fera (1979). Junto a cada um desses 22 contos que compõem Clarice na cabeceira, cada um dos leitores convidados compartilha a experiência de ter Clarice Lispector em suas vidas, seja por ter convivido com ela em algum momento, seja apenas por meio de seus livros. Em ambos os casos, a presença da escritora se faz marcante.

Luis Fernando Verissimo presenteia os leitores com recordações da amizade com Clarice. Iniciada primeiro através dos pais, Erico e Mafalda, na década de 50, quando todos viviam nos Estados Unidos, e continuada na década seguinte com a convivência de vizinhos no bairro do Leme, no Rio de Janeiro. A primeira impressão de Verissimo foi igual a de todo mundo: fascinação. Não só pela beleza eslava, pelos olhos meio asiáticos ou pelo erre carregado que dava a sua fala um mistério especial, mas também pelo humor e “aquele jeito de garotona ainda desacostumada com o tamanho do próprio corpo” .

Enquanto alguns descrevem o deslumbramento diante do poder de Clarice de criar textos ricos de significados a partir de passagens aparentemente comuns do cotidiano, outros preferem calar-se, como fez Fernanda Torres: “Tenho até vergonha de escrever. Qualquer comentário me parece obsoleto.” Há quem se veja diante de um mistério insolúvel ao lançar um olhar mais demorado sobre determinado texto, como faz Claire Williams, especialista em literatura luso-brasileira da Universidade de Oxford, com “O ovo e a galinha”: “É um conto em que se descobre algo novo em cada leitor, e em que se perde. Nunca o entendo, mas não é propriamente para entender.”

Clarice na cabeceira revela os contos favoritos da autora de A hora da estrela e outros clássicos de acordo com as preferências de 22 formadores de opinião, e deixa no ar, implicitamente, a mesma pergunta para cada leitor: qual o seu texto de cabeceira de Clarice Lispector?

domingo, 13 de dezembro de 2009

Fim de semana em Búzios

Neste sábado de manhã fui a trabalho para Cabo Frio e de lá parti para Búzios, onde passei o fim de semana. Desta vez, as fotos tiradas com a câmera do meu celular mostram Búzios coberta de nuvens, mas como sempre linda e calorosa . Foi um fim de semana tranquilo, sem a agitação de feriado.


Fiquei hospedada numa pousada super simpática na Praia de João Fernandes, situada na ponta nordeste da Península de Búzios, a 2 km do centro. À tarde relaxei na piscina e no começo da noite fui passear na Rua das Pedras. Comi crepe no Chez Michou, tomei sorvete, comprei um novo óculos escuros e um par de havainas dourada. Parei para conversar com amigos que encontrei por acaso, caminhei na Orla Bardot.

De volta à pousada, antes de dormir, sentei na varanda do meu quarto e abri um Prosecco para curtir a paisagem noturna. Um momento único de paz e merecimento. .

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Hoje, após o café da manhã, dei um mergulho na praia para lavar a alma e aproveitar as benesses vindas do mar.

Enfim, chegada a hora de arrumar a mala e partir, mas não sem antes almoçar cara a cara com a paisagem da Praia do Canto.


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"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim.

A tua beleza aumenta quando estamos sós.

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim"

Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 29 de novembro de 2009

Entre a "dor" e o "nada", o que você prefere?


Não quero defender as relações falidas e que só fazem mal, nem estou sugerindo que as pessoas insistam em sentimentos que não são correspondidos, em relacionamentos que não são recíprocos, mas quero reafirmar a minha crença sobre o quanto considero válida a coragem de recomeçar, ainda que seja a mesma relação; a coragem de continuar acreditando, sobretudo porque a dor faz parte do amor, da vida, de qualquer processo de crescimento e evolução.
Pelas queixas que tenho ouvido, pelas atitudes que tenho visto, pela quantidade de pessoas depressivas que perambulam ocas pelo mundo, parece que temos escolhido muito mais vezes o “nada” do que a “dor”.

Quando você se perguntar “do que adianta amar, tentar, entregar-se, dar o melhor de mim, se depois vem a dor da separação, do abandono, da ingratidão?”, pense nisso: então você prefere a segurança fria e vazia das relações rasas? Então você prefere a vida sem intensidade, os passos sem a busca, os dias sem um desejo de amor? Você prefere o nada, simplesmente para não doer?
Não quero dizer que a dor seja fácil, mas pelo amor de Deus, que me venha a dor impagável do aprendizado que é viver. Que me venha a dor inevitável à qual as tentativas nos remetem. Que me venha logo, sempre e intensa, a dor do amor...

Prefiro o escuro da noite a nunca ter me extasiado com o brilho da Lua...
Prefiro o frio da chuva a nunca ter sentido o cheiro de terra molhada...
Prefiro o recolhimento cinza e solitário do inverno a nunca ter me sentido inebriada pela magia acolhedora do outono, encantada pela alegria colorida da primavera e seduzida pelo calor provocante do verão...

E nesta exata medida, prefiro a tristeza da partida a nunca ter me esparramado num abraço...
Prefiro o amargo sabor do “não” a nunca ter tido coragem de sair da dúvida...
Prefiro o eco ensurdecedor da saudade a nunca ter provado o impacto de um beijo forte e apaixonado... daqueles que recolocam todos os nossos hormônios no lugar!

Prefiro a angústia do erro a nunca ter arriscado...
Prefiro a decepção da ingratidão a nunca ter aberto meu coração...
Prefiro o medo de não ter meu amor correspondido a nunca ter amado ensandecidamente.

Prefiro a certeza desesperadora da morte a nunca ter tido a audácia de viver com toda a minha alma, com todo o meu coração, com tudo o que me for possível...
Enfim, prefiro a dor, mil vezes a dor, do que o nada...

Não há – de fato – algo mais terrível e verdadeiramente doloroso do que a negação de todas as possibilidades que antecedem o “nada”.

E já que a dor é o preço que se paga pela chance espetacular de existir, desejo que você ouse, que você pare de se defender o tempo todo e ame, dê o seu melhor, faça tudo o que estiver ao seu alcance, e quando achar que não dá mais, que não pode mais, respire fundo e comece tudo outra vez...

Porque você pode desistir de um caminho que não seja bom, mas nunca de caminhar...
Pode desistir de uma maneira equivocada de agir, mas nunca de ser você mesmo...
Pode desistir de um jeito falido de se relacionar, mas nunca de abrir seu coração...

Portanto, que venha o silêncio visceral que deixa cicatrizes em meu peito depois das desilusões e dos desencontros... Mas que eu nunca, jamais deixe de acreditar que daqui a pouco, depois de refeita e ainda mais predisposta a acertar, vou viver de novo, vou doer de novo e sobretudo, vou amar mais uma vez... e não somente uma pessoa, mas tudo o que for digno de ser amado!



Fonte: artigo de Rosana Braga (http://www.rosanabraga.com.br)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

MARIO QUINTANA – CARTA A UM POETA

Meu caro poeta,

Por um lado foi bom que me tivesses pedido resposta urgente, senão eu jamais escreveria sobre o assunto desta, pois não possuo o dom discursivo e expositivo, vindo daí a dificuldade que sempre tive de escrever em prosa. A prosa não tem margens, nunca se sabe quando, como e onde parar. O poema, não; descreve uma parábola traçada pelo próprio impulso (ritmo); é que nem um grito. Todo poema é, para mim, uma interjeição ampliada; algo de instintivo, carregado de emoção. Com isso não quero dizer que o poema seja uma descarga emotiva, como o fariam os românticos. Deve, sim, trazer uma carga emocional, uma espécie de radioatividade, cuja duração só o tempo dirá. Por isso há versos de Camões que nos abalam tanto até hoje e há versos de hoje que os pósteros lerão com aquela cara com que lemos os de Filinto Elísio. Aliás, a posteridade é muito comprida: me dá sono. Escrever com o olho na posteridade é tão absurdo como escreveres para os súditos de Ramsés II, ou para o próprio Ramsés, se fores palaciano. Quanto a escrever para os contemporâneos, está muito bem, mas como é que vais saber quem são os teus contemporâneos? A única contemporaneidade que existe é a da contingência política e social, porque estamos mergulhados nela, mas isto compete melhor aos discursivos e expositivos, aos oradores e catedráticos. Que sobra então para a poesia? – perguntarás. E eu te respondo que sobras tu. Achas pouco? Não me refiro à tua pessoa, refiro-me ao teu eu, que transcende os teus limites pessoais, mergulhando no humano. O Profeta diz a todos: “eu vos trago a verdade”, enquanto o poeta, mais humildemente, se limita a dizer a cada um: “eu te trago a minha verdade.” E o poeta, quanto mais individual, mais universal, pois cada homem, qualquer que seja o condicionamento do meio e e da época, só vem a compreender e amar o que é essencialmente humano. Embora, eu que o diga, seja tão difícil ser assim autêntico. Às vezes assalta-me o terror de que todos os meus poemas sejam apócrifos!

Meu poeta, se estas linhas estão te aborrecendo é porque és poeta mesmo. Modéstia à parte, as digressões sobre poesia sempre me causaram tédio e perplexidade. A culpa é tua, que me pediste conselho e me colocas na insustentável situação em que me vejo quando essas meninas dos colégios vêm (por inocência ou maldade dos professores) fazer pesquisas com perguntas assim: “O que é poesia? Por que se tornou poeta? Como escreve os seus poemas?” A poesia é dessas coisas que a gente faz, mas não diz.

A poesia é um fato consumado, não se discute; perguntas-me, no entanto, que orientação de trabalho seguir e que poetas deves ler. Eu tinha vontade de ser um grande poeta para te dizer como é que eles fazem. Só te posso dizer o que eu faço. Não sei como vem um poema. Às vezes uma palavra, uma frase ouvida, uma repentina imagem que me ocorre em qualquer parte, nas ocasiões mais insólitas. A esta imagem respondem outras. Por vezes uma rima até ajuda, com o inesperado da sua associação. (Em vez de associações de idéias, associações de imagem; creio ter sido esta a verdadeira conquista da poesia moderna.) Não lhes oponho trancas nem barreiras. Vai tudo para o papel. Guardo o papel, até que um dia o releio, já esquecido de tudo (a falta de memória é uma bênção nestes casos). Vem logo o trabalho de corte, pois noto logo o que estava demais ou o que era falso. Coisas que pareciam tão bonitinhas, mas que eram puro enfeite, coisas que eram puro desenvolvimento lógico (um poema não é um teorema) tudo isso eu deito abaixo, até ficar o essencial, isto é, o poema. Um poema tanto mais belo é quanto mais parecido for com o cavalo. Por não ter nada de mais nem nada de menos é que o cavalo é o mais belo ser da Criação.

Como vês, para isso é preciso uma luta constante. A minha está durando a vida inteira. O desfecho é sempre incerto. Sinto-me capaz de fazer um poema tão bom ou tão ruinzinho como aos 17 anos. Há na Bíblia uma passagem que não sei que sentido lhe darão os teólogos; é quando Jacob entra em luta com um anjo e lhe diz: “Eu não te largarei até que me abençoes”. Pois bem, haverá coisa melhor para indicar a luta do poeta com o poema? Não me perguntes, porém, a técnica dessa luta sagrada ou sacrílega. Cada poeta tem de descobrir, lutando, os seus próprios recursos. Só te digo que deves desconfiar dos truques da moda, que, quando muito, podem enganar o público e trazer-te uma efêmera popularidade.

Em todo caso, bem sabes que existe a métrica. Eu tive a vantagem de nascer numa época em que só se podia poetar dentro dos moldes clássicos. Era preciso ajustar as palavras naqueles moldes, obedecer àquelas rimas. Uma bela ginástica, meu poeta, que muitos de hoje acham ingenuamente desnecessária. Mas, da mesma forma que a gente primeiro aprendia nos cadernos de caligrafia para depois, com o tempo, adquirir uma letra própria, espelho grafológico da sua individualidade, eu na verdade te digo que só tem capacidade e moral para criar um ritmo livre quem for capaz de escrever um soneto clássico. Verás com o tempo que cada poema, aliás, impõe sua forma; uns, as canções, já vêm dançando, com as rimas de mãos dadas, outros, os dionisíacos (ou histriônicos, como queiras) até parecem aqualoucos. E um conselho, afinal: não cortes demais (um poema não é um esquema); eu próprio que tanto te recomendei a contenção, às vezes me distendo, me largo num poema que vai lá seguindo com os detritos, como um rio de enchente, e que me faz bem, porque o espreguiçamento é também uma ginástica. Desculpa se tudo isso é uma coisa óbvia; mas para muitos, que tu conheces, ainda não é; mostra-lhes, pois, estas linhas.

Agora, que poetas deves ler? Simplesmente os poetas de que gostares e eles assim te ajudarão a compreender-te, em vez de tu a eles. São os únicos que te convêm, pois cada um só gosta de quem se parece consigo. Já escrevi, e repito: o que chamam de influência poética é apenas confluência. Já li poetas de renome universal e, mais grave ainda, de renome nacional, e que, no entanto, me deixaram indiferente. De quem a culpa? De ninguém. É que não eram da minha família.

Enfim, meu poeta, trabalhe, trabalhe em seus versos e em você mesmo e apareça-me daqui a vinte anos. Combinado?

Mario Quintana


domingo, 22 de novembro de 2009

Feriado na Serra

Passei um feriado tranquilo na serra, apesar do calor. A temperatura já não é mais a mesma de tempos atrás, o que é uma pena. Hoje, diferentemente de épocas passadas, faz calor durante o dia e não refresca tanto durante a noite. Dorme-se apenas com um lençol alternando entre cobrir-se e descobrir-se durante a madrugada, mas ainda assim a temperatura serrana é um pouco mais amena do que na cidade do Rio de Janeiro.

No sábado apareceu no portão da casa uma viralata visivelmente faminta e necessitada de cuidados. Demos a ela comida e água, e no domingo de manhã fui pessoalmente levar ração para a coitada. A bichinha me olhou com olhos fundos e carentes. Ficou resolvido que enquanto permanecer ali, lhe será oferecido água e comida, até que alguém se apiede dela e resolva levá-la para casa.

À noite, de volta ao Rio e no conforto do meu quarto, lembrei do jeito que a viralata olhou para mim. E pensar que muitas vezes evitamos olhar nos olhos de um menino de rua por não termos coragem de encarar a triste realidade do abandono. Talvez porque ao nos defrontrarmos com um olhar vazio e pedinte, seja quase inevitável não nos defrontamos com as nossas próprias carências e misérias interiores.

Torço para que a cadelinha abandonada não arrede pé do portão da casa até o fim da semana que vem, porque com certeza se permanecer por lá, acabará sendo convidada para entrar. E assim ela vai ficando, ficando, ficando...

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A ARTE DO PAPEL DOBRADO

Simon Schubert, artista alemão, dobra e vinca papel para criar incríveis trabalhos de arte. Clique aqui e confira.
Fonte: site Inusitatus