segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A leitura é um vício impune

Cheguei ao final da leitura de Clarice na Cabeceira. Para quem gosta de contos e ainda mais de Clarice, é imperdível. Leitura para um fôlego só!
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Hoje, ganhei mais um livro de presente do amigo oculto do meu trabalho. Neste ano coloquei na minha lista de pedidos A Elegância do Ouriço, da francesa Muriel Barbery. Embora eu não tenha conversado com ninguém que já o tivesse lido, resolvi arriscar. A escolha ficou por conta das críticas e comentários super favoráveis que li em jornais e aqui na internet.

Eis a sinopse:

À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou — por que não? — duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A elegância do ouriço, seu segundo romance.

Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.

E ainda há Paloma, a caçula da família Josse. O pai é um figurão da política, a mãe dondoca tem doutorado em letras, a irmã mais velha jura que é filósofa, mas Paloma conhece bem demais o verso e o reverso da vida familiar para engolir a história oficial. Tanto que se impõe um desafio terrível: ou descobre algum sentido para a vida, ou comete suicídio (seguido de incêndio) no seu aniversário de treze anos. Enquanto a data não chega, mantém duas séries de anotações pessoais e filosóficas: os Pensamentos profundos e o Diário do movimento do mundo, crônicas de suas experiências íntimas e também da vida no prédio. As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.
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A propósito: a frase que dá título a este post é de Valery Larbaud, retirada do livro Duailibi Essencial - Minidicionário com mais de 4500 frases essencias.

Fonte da sinopse: www.travessa.com.br

5 comentários:

  1. Querida Ângela,

    Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

    Que seja um ano repleto de sonhos realizados, amores correspondidos e corações repletos de esperança em um mundo melhor

    Que possamos, nós todos, nos tornarmos pessoas melhores todos os dias, e a cada dia,
    e que o caminho desse aprendizado
    nos seja iluminado
    e a carga nos seja leve
    que a vida nos seja longa
    e nossa dor breve

    E que possamos juntas fazer muitas viagens, reais e virtuais no ano de 2010!

    Beijo,

    Cacau
    Mosaicos do Sul

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  2. Oi Angela,
    Também estou aqui para desejar um Natal muito feliz e abençoado e um 2010 repleto de paz, realizações e muitas postagens! SALVE 2010!!!

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  3. A Elegância do Ouriço está bem aqui na minha cabeceira, na fila para ser devidamente devorado nessas 'meias' férias. Quem me falou dele foi um amigo que eu prezo muito em termos de gosto literário (mas não só nele, hehe). Depois a gente troca figurinhas!

    Super Natal pra você e um 2010 maravilhoso!
    bjk.
    Mônica

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  4. A personagem Paloma parece bem interessante, ótima dica! =)
    bjo!

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